Saiba como as inovações tecnológicas contribuem para a integração entre segurança pública e privada
Saiba como as inovações tecnológicas contribuem para a integração entre segurança pública e privada
O Brasil teve diminuição de 6,3% nos homicídios dolosos em 2024 em comparação ao ano anterior.
Os crimes contra o patrimônio também diminuíram. O roubo a instituições financeiras diminuiu 22,56%, enquanto o roubo e o furto de veículos tiveram redução de 6% e 2,64%, respectivamente.
Os dados fazem parte do Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgado em junho pelo Governo Federal. Isso mostra como a colaboração entre forças de segurança e sistemas privados é uma alternativa para melhorar os processos e investigações.
“Redes inteligentes e Inteligência Artificial têm impulsionado a melhoria do setor de segurança, tanto no âmbito público quanto privado. Câmeras de vigilância, sensores urbanos e bancos de dados policiais agora se comunicam em tempo real, graças a protocolos padronizados e APIs seguras. A IA acelera essa integração, cruzando imagens de locais públicos com listas de procurados em segundos, enquanto a cibersegurança, com redes criptografadas, protege esses dados sensíveis de hackers”, destaca Nilson Chamorro, gerente da B.U. de Segurança Eletrônica da Telcabos.
O executivo também ressalta que a segurança moderna exige arquiteturas flexíveis, como redes mesh e microsserviços, além de IA federada, porém, alguns desafios persistem, como câmeras IoT vulneráveis, vieses em algoritmos de reconhecimento e conflitos com leis de privacidade. “A solução para esse cenário é adotar equipamentos com certificações NDAA, criptografia AES-256 e protocolos seguros como OSDP, aliados a boas práticas de arquitetura e implementação e dos sistemas de segurança eletrônica.”
Segurança contra incêndios
A iniciativa privada exerce um papel fundamental no fortalecimento da cultura de prevenção de incêndios no Brasil, atuando tanto na conformidade com as normas técnicas quanto na adoção de medidas proativas de segurança. Seu papel estratégico inclui a realização de treinamentos periódicos, simulados de evacuação e a capacitação contínua dos colaboradores.
“Ao investir em programas internos de conscientização e em uma cultura organizacional voltada à segurança, as empresas se tornam agentes multiplicadores de boas práticas, contribuindo diretamente para a redução de riscos e a proteção da vida e do patrimônio”, ressalta André Ferraz Nóbrega, gerente de Contas da Ezalpha MV.
Ele complementa destacando que existe um amplo espaço para a ampliação de parcerias público-privadas (PPPs) na área de segurança contra incêndio, especialmente em grandes centros urbanos e zonas industriais, onde a complexidade operacional e o volume de riscos demandam soluções mais robustas e integradas.
“A colaboração entre o setor público e a iniciativa privada pode viabilizar investimentos em tecnologias avançadas de detecção precoce, monitoramento remoto, supressão automatizada e sistemas inteligentes de evacuação. Além disso, as PPPs podem contribuir para a modernização da infraestrutura de resposta emergencial, capacitação técnica contínua de equipes e integração de sistemas de segurança com plataformas de gestão urbana e industrial”, afirma Nóbrega.
Próximos passos
Para Chamarro, os próximos passos incluem drones autônomos, IA explicável (para decisões transparentes), avanço dos métodos criptográficos, demandados por maior cobertura de sistemas de vigilância pública e privada. O equilíbrio entre eficiência e privacidade será crucial, mas uma coisa é certa: a segurança do amanhã será tão ágil quanto os criminosos que buscam ultrapassá-la.
“Em emergências, cada milissegundo importa. Câmeras com IA embarcada detectam agressões ou veículos em fuga e disparam alertas locais, sem depender de nuvens lentas. Tecnologias como 5G, fibra óptica, redes GPON garantem transmissão de vídeos em alta definição sem atrasos, enquanto sistemas anti-falhas (como redes Zero Trust) mantêm operações ativas mesmo sob ciberataques”, conclui o gerente da B.U.
Sobre a segurança contra incêndios, Nóbrega chama a atenção para a proposta da Política Pública ITOPI (Integração Tecnológica e Operacional para a Prevenção de Incêndios), que visa fortalecer a cooperação entre os setores público e privado por meio de soluções tecnológicas integradas.
O plano, que ainda não foi apresentado ao MP, prevê a criação de uma Plataforma Nacional de Monitoramento em nuvem, conectando sensores inteligentes e sistemas de detecção de edifícios privados às centrais públicas de emergência, promovendo respostas rápidas e coordenadas. Além disso, incentivos fiscais e linhas de crédito seriam destinados às empresas que investirem em tecnologias avançadas de prevenção, como detecção por aspiração e sistemas com inteligência artificial.
As soluções da Telcabos e da Ezalpha MV estarão na ISC Brasil 2025, entre os dias 02 a 04 de setembro, no Distrito Anhembi. Para conferir, basta fazer seu credenciamento gratuito aqui. A ISC Brasil Conference, que acontece de forma simultânea, já está com a programação disponível no site oficial e as inscrições abertas.